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December 23 2011
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November 28 2011
GRITOS VERTICAIS – Enfim,… saiu o livro!
– André L. Soares –
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A partir de hoje está à venda, por meio do link abaixo, o livro ‘Gritos Verticais’, de minha autoria:
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– Clique aqui para adquirir o livro –
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Disponível nas versões impressa e e-book, o livro, que reúne textos inéditos e outros já conhecidos do público on-line, apresenta cerca de duzentos poemas, os quais versam sobre os mais variados assuntos, abordando desde o amor até a filosofia, desde a infância até a política, passando também pelo surreal, o abstrato, a teologia e o engajamento ecológico.
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Filed under: arte, Brasil, consumidor, filosofia, literatura, poema, poesia, prosa Tagged: arte, Gritos Verticais, literatura, livros, poema, poesia, prosa, vendas
November 18 2011
Soneto da Razão do Louco
(André L. Soares)
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Se controlado, então passo a ser outro,...
mas, se me mostro livre e original,
a sociedade prima pelo igual
e logo diz que sou só mais um louco.
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Se invento coisas, tal um deus absorto
– posto que em mim existe um mundo real –,
alguém me interna; e pra curar o ‘mal’...
...ganho torturas para a mente e o corpo.
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Mas, alguém sabe sobre o certo e o errado?
Por isso indago;... e quem puder me diga:
– Serão malucos todos em suplício?
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– Quem mais merece estar dentro do hospício:
o homem insano,... pronto para a briga?
ou,... o homem normal,... passivo feito gado?
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September 07 2011
Pirita
(André L. Soares)
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Tolos.
Dez mil anos
e ainda somos
tolos.
Metais e pedras
são nossos
tesouros.
Matamos tudo
que há de mais
precioso.
Meros carrascos
em peles de
lobos.
A qualquer coisa
respondemos com
fogo;...
e não sabemos
ter paz.
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. Leia também:Gritos Verticais / O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
August 02 2011
Galope Surreal
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GALOPE SURREAL
(André L. Soares)
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Entre deuses e mundos infindos,
saúdo Netuno, que é meu irmão;
depois de milênios vivendo em seu reino
me lanço no espaço obscuro do céu,
fui brincar com Atena no anel de saturno
e plantar em Mercúrio um novo sorriso,
pra louvar o amor de Dadá e Corisco,
com as bênçãos de Gandhi e Jubiabá!...
Voando sereno, nas asas do sonho,
montado em Pégasus,
nesse galope interestelar!
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E se o mar é miúdo pra minha nau,
o bem e o mal não são páreos pra mim;
feroz como um raio, parto pra marte,
no grande estandarte: o Corão e o Pasquim;
Medusa sugere o caminho pro sol,
mas cruzei a galáxia guiado por Thor
e vi doze sereias amarem Narciso,
felizes, ao som de Dodô e Osmar!...
Voando sereno, nas asas do sonho,
montado em Pégasus,
nesse galope interestelar!
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Numa lua de Urano: oceano de luzes,
com mil tons lilases e gases neon,
vi quasares sugados por buraco negro
em tela de Dali e verso de Drummond;
a voz de Elis ecoou dentro do big-bang,
fazendo o tempo render-se à canção
que Homero escreveu numa tarde, em Vênus,
enquanto valsavam Zeus e Piná!...
Voando sereno, nas asas do sonho,
montado em Pégasus,
nesse galope interestelar!
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De volta à Terra, retomo a quimera,
bandeira maior de nossos ancestrais:
viver em harmonia, num mundo sem guerra,
sem dor, sem miséria, fome ou solidão,
em que toda ambição busque o bem-comum;
sento tudo tão belo tal Rio e Cancún,
selando, pra sempre, a paz derradeira
no beijo de Obama em Armadinejad!...
Voando sereno, nas asas do sonho,
montado em Pégasus,
nesse galope interestelar!
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Leia também:
Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
June 27 2011
April 15 2011
Punhal
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PUNHAL
(André L. Soares)
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Em mim tudo termina,...
o ciúme, a cisma, a sina,
só o sangue quente continua
a escorrer, iluminado pela lua,
que acentua a tez do rubro,
até que esteja coagulado
no corte que agora encubro
com meu frio e afiado aço.
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Em mim tens o inverso do carisma,...
a sina, o ciúme, a cisma,
quando tua mente se faz violenta
sou a bússola que te desorienta,
até que tornes efetivo o ato,
que jamais pensaras cometer,
parando só quando – de fato –
nada mais houver a se fazer.
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Em mim tudo é gume,...
a cisma, a sina, o ciúme
– sementes do ódio e do rancor –,
e quando me empunhaste,
galgaste o pódio da tragédia,
beijaste a morte e a miséria,...
sem que pudesses notar,
o diabo te dera um abraço.
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Leia também:
Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
March 20 2011
Pájaro del Vino - Poema-Canción
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PÁJARO DEL VINO – POEMA-CANCIÓN
(Rubén Vedovaldi)
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En medio del patio
soplaba la flauta
los parches latían
al ardor del canto
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y amor era algo
que soltaba dulce
silencio de pájaro
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la arena se amaba
con manos de niños
que alzaban cohetes
puentes y castillos
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y vos derramaste
tu efímero sueño
de vino encendido
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en medio del patio
la luna apoyaba
sus pies delicados
en alada danza
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y yo deshojaba
las alas del sueño
por mis ojos de agua.
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Leia também:
Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
March 07 2011
Metafísica em Xeque
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METAFÍSICA EM XEQUE
(André L. Soares)
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Penso na vida e vejo estrada larga,
farta de musgo, em chão todo de pedras,
na qual se correm léguas e mais léguas,
para, no fim, servir de pasto às larvas.
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E se, pra alguns, as horas passam calmas,
muitos padecem sós, lutando às cegas,
atrapalhados com as próprias pernas,
presos a um ponto inerte da jornada.
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Nessa vereda reta, rumo ao nada
resta-nos crer nos sonhos e nos mitos
(mágica, sorte, fé, conto de fadas);...
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depositando, desde muito cedo,
tanta esperança em deuses infinitos,
pra não morrermos loucos e com medo.
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Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
March 03 2011
Flor Branca
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FLOR BRANCA
(André L. Soares)
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Uma flor branca,...
numa noite escura,
pra mostrar que a vida
por ser mais dócil,
pode ser mais pura.
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Uma flor branca,
alva formosura,...
cheiro da aventura
de roubar jardim.
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Uma flor branca,...
frágil igual ternura,
madrugada a fora,
pra te lembrar que é hora
de lembrar de mim.
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Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
March 02 2011
Dilema
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DILEMA
(André L. Soares)
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Dilema de mulher
é servir Tróia e ser Helena;
voz macia, alma serena
e muita fome de viver.
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Mulher nasce poema:...
sonhos grandes, mãos pequenas,
sem limites para o amor.
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Sedutora,...
três raios de sol-e-chuva,
dez marés em sete luas,
cem leões em meio à arena,...
todos eles a seus pés!
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Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
February 12 2011
Solidários
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SOLIDÁRIOS
(André L. Soares)
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Ilhas de náufragos que se ajudam,
trocando apoio, mesmo que mínimo,
ainda que o esforço pareça infindo,
nunca lhes falta a esperança;...
ilhas de náufragos que ao mar se lançam,
ávidos por salvar mais vidas.
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Podem essas rochas ser resistentes,...
ordem de homens que não se rendem,
enfrentando a fúria das tempestades
e todas as dores que nem são suas,
até que se alcancem os continentes.
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Sueli Gallacci, do blog ‘A Cor da Gente’, está com a filha internada e precisando, com urgência, de um transplante de rins. Há muita gente tentando ajudar de muitas maneiras: uma delas é multiplicando o ‘link’ [‘A Cor da Gente’] para a postagem onde ela fala desse momento tão difícil. Seja solidário e ajude também!
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Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
December 03 2010
Sinuosa
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SINUOSA
(André L. Soares)
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O teu gozo é um misto
de felicidade e dor,
como o sorriso
de uma escrava debochada,
acostumada ao chicote.
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Paixão é o som do encanto
desse guiso
de serpente sinuosa,
que de repente
me enlaça e muda todo
o meu destino.
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E eu que sonhei um dia
correr caminhos vagabundos
– cão-danado, atrevido paladino –,
quero agora ser somente
outra vítima (voluntária)
de teu bote.
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Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
September 12 2010
Sobrevivente
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SOBREVIVENTE
(André L. Soares)
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Diga aos escravocratas, aos cafetões, aos injustos,
aos racistas, aos corruptos, aos inimigos da paz;
fale nos latifúndios, sob o olhar dos coronéis,
grite aos assassinos, nos porões do submundo:
– Que, apesar de tanto estrago,...
o amor sobreviveu!
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Anuncie aos tiranos, aos cobradores de impostos,
aos que nos querem mortos, ao patronato cruel;
piche o muro do quartel, publique em cada jornal,
avise aos donos do mundo, em saguões de aeroportos:
– Que, apesar de seus esforços,...
o amor sobreviveu!
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Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
September 03 2010
SE VOCÊ ESTÁ SENDO LESADO POR UMA EMPRESA TELEFÔNICA,… A JUSTIÇA ESPECIAL CÍVEL PÕE A FACA E O QUEIJO EM SUAS MÃOS! – Parte I
– André L. Soares –
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[Essa postagem terá duas partes. Na primeira, exponho o problema em si. Na segunda, discorro sobre petições e documentação, visando sucesso nas ações junto à JEC, contra as ilicitudes cometidas pelas empresas de telefonia].
Hoje, no Brasil, difícil encontrar quem não seja vítima das empresas de telefonia e banda larga. Cada uma ao seu modo, todas lesam o consumidor. E, pior, com ‘vista-grossa’ dos órgãos governamentais que deveriam coibir tais ilicitudes. Somente o site ‘ReclameAqui.com.br’ apresenta centenas de milhares de reclamações contra tais operadoras. As ocorrências mais comuns são: a) cobrança indevida (com inclusão indevida do nome do cliente no SERASA); b) créditos pagos, mas não creditados; c) SMS tarifado sem autorização do cliente; d) banda larga em velocidade abaixo do estabelecido em contrato; e, d) cancelamento arbitrário de chip pré-pago.
As reclamações mostram que, para quem quer jogar tempo fora, o PROCON é excelente; mas, para quem gosta de se iludir, a ANATEL é a melhor escolha. No entanto, para quem busca efetividade e justa indenização, a JUSTIÇA ESPECIAL CÍVEL é o paraíso.
Posso dizer isso, porque fui, eu mesmo, três vezes beneficiado pelo maravilhoso trabalho desenvolvido nessa instância jurídica. Recorrer à JEC representa lição de cidadania e injeção de confiança na Justiça. Quero parabenizar, publicamente, os funcionários da JEC em todo o País. Tenho conversado sobre isso e a opinião é unânime: a JEC funciona.
No meu caso, foram três processos: a) um por recebimento indevido de SMS tarifado; b) um por cobrança indevida; c) um por propaganda enganosa e quebra de contrato. Três vitórias, sem demora ou dificuldades. Tudo se resolveu com uma audiência, no caso do SMS indevido; e com duas, nos outros dois casos. A experiência revelou coisas interessantes:
a) as operadoras estão roubando tanto, que nem se preocupam com o volume de processos, visto que é mínimo o percentual de clientes lesados que recorrem à JEC;
b) essas operadoras, por terceirizarem quase todos os seus serviços internos, são desorganizadas e não têm condições de apresentar, à JEC, todos os documentos nos padrões exigidos pelo tribunal;
c) se o reclamante não for afoito, conseguirá ser bem indenizado (‘bem’, comparado, claro, com o tamanho da lesão sofrida);
d) fora das grandes capitais, o prazo médio da lide na JEC é de um ano. Mas, para quem aceita o acordo proposto na primeira audiência, pode ser inferior a seis meses.
Para as empresas de telefonia, os processos na JEC são um ‘calo burocrático’. Elas têm que contratar advogado, para representá-las em cada cidade onde suas ilicitudes forem contestadas. Para minimizar custo, contratam advogados locais, recém-formados ou estagiários de Direitos, que levarão a proposta de conciliação à JEC. Geralmente a proposta é ridícula. Mas, se o cliente não estiver passando fome, melhor rejeitá-la e esperar a segunda e última audiência, que, ao invés de um conciliador, será regida por um juiz.
Na maioria dos casos, as empresas sabem que perderão a lide. No entanto, elas trabalham com o seguinte cálculo: RI – [n1 x n2 + (n3)],… onde:
RI = Receita das ilicitudes;
n1 = valor a pagar, em caso de perder a lide;
n2 = número de pessoas que reclamam junto à JEC;
n3 = custos operacionais da causa (com advogado e trâmites burocráticos).
Apenas para exemplificar, vamos supor que o total de SMS indevido, enviado a todos os clientes, ao longo de um mês, gere receita de 20 milhões (RI). Vamos supor, ainda, que o valor médio a pagar, em cada causa perdida, seja de R$ 2 mil (n1). Imagine-se também que o número de clientes reclamantes seja de 3 mil (n2). E, por fim, que os custos operacionais unitários sejam de 1 mil reais (n3). Assim, tem-se o seguinte cálculo hipotético:
= 20.000.000 – [2.000 x 3.000 + (3.000 x 1.000)]
= 20.000.000 – [6.000.000 + 3.000.000]
= 20.000.000 – 9.000.000
= 11.000.000
A conclusão é que, NO BRASIL,… PARA AS OPERADORAS DE TELEFONIA… O CRIME COMPENSA! Porém, tal equação hipotética pode se reverter contra as empresas de telefonia, caso o número de pessoas que recorram à JEC seja maior. Principalmente se a maioria rejeitar o acordo e deixar para resolver na segunda audiência. Nesse caso, além do valor determinado pela JEC ser maior que o proposto pela empresa, os custos operacionais da reclamada tenderão a aumentar. Vejam, por exemplo, o mesmo cálculo, com a hipótese de n2 = 8.000:
= 20.000.000 – [2.000 x 8.000 + (8.000 x 1.000)]
= 20.000.000 – [16.000.000 + 8.000.000]
= 20.000.000 – 24.000.000
= -4.000.000
Nessa segunda hipótese, a empresa teria um prejuízo de 4 milhões. Portanto, o crime não compensaria. Essas empresas estão entre as que mais lucram no país. Suas receitas anuais chegam à casa dos bilhões. No entanto, estão entre as campeãs de reclamação junto ao PROCON. Supõe-se que parte considerável do lucro derive de ilicitudes. As mesmas ilicitudes que a maioria de nós, por comodismo, deixa passar. Como consumidores, já é hora de nos unirmos, nos organizarmos, nos ajudarmos, para aumentar o volume de ações na JEC, contra essas prestadoras. Para essas empresas, esse tipo de ilicitude é tão lucrativo, que, apesar das constantes condenações na JEC, elas – em total desprezo por nossas instituições jurídicas e em total desrespeito pelo consumidor – reincidem em seus crimes, pois, como se disse antes,… NO BRASIL, PARA AS OPERADORAS DE TELEFONIA… O CRIME COMPENSA, MUITO!
Precisamos mudar isso com máxima urgência. Reclamar contra as ilicitudes sofridas vai muito além do mero ressarcimento. É prioridade social fazer valer a lei, para inibir esses facínoras que se apossaram da telefonia brasileira, oferecendo serviços e atendimento da pior qualidade, com o intuito precípuo de nos roubar.
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Alma de Poesia /Gritos Verticais /Natureza Poética /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
July 01 2010
Nome Perfeito
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NOME PERFEITO
(André L. Soares)
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Fogo, o que tens entre as pernas;
o amor, teu mais utópico sonho;
as ruas são teu eterno colégio;
desejo é a dimensão de tua fome
e eu,... teu mais rústico homem.
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A angústia mora no teu relógio;
paixão, o que vem de tua alma;
sexo é o senhor de teus mundos;
pudor, tua lei interna não quer;...
teu nome completo é... 'mulher'.
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Leia também:
Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
May 03 2010
Parentesco
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PARENTESCO (PARA JU RIGONI)
(André L. Soares – 02.05.2010 – Guarapari/ES)
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Corri os olhos no papel
e me ofuscaram as tuas letras,...
essas palavras sempre certas,
esse caráter que não verga,
de mulher que se reinventa:
ser, matéria e obra-prima.
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Após plantar tanta poesia,
novos delírios são tua lavra,
pois se a arte é essa semente
que dá frutos na cabeça,
o teu lirismo é verso e prosa
em seio fértil, onde germina.
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E ainda que as manhas do destino
deixem-te à margem da fortuna,
as tuas jóias – uma a uma –,...
gentilmente outorgadas aos amigos,
fazem de ti a mão que afaga,...
conterrânea e consanguínea.
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Ju Rigoni, grande amiga e poetisa genial, faz aniversário hoje. Para conhecer mais de sua arte, acesse: Fundo de Mim, Mira na Rede, Medo de Avião ou Dormentes.
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Parabéns, Ju!
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Que seus dias sejam sempre repletos de felicidade, sucesso, saúde e paz.
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Beijos, minha amiga.
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May 01 2010
Meme - Seis coisas que você não sabe sobre mim
Faz tempo que não participo de ‘memes’. Mas, como esse me pareceu bastante divertido e me foi indicado pelo grande amigo Rob Maia, resolvi retribuir o carinho, não ficando de fora dessa vez.
Conforme as regras, segue abaixo a lista dos seis indicados, a fim de darem continuidade a essa divertida brincadeira.
2. PORQUE POESIA – Eu nunca pensei que escreveria poemas. E foi só de um seis anos pra cá que comecei a escrever. Certo dia, senti que precisava escrever, ou iria arrebentar. Minha sensibilidade é bastante apurada para captar a vida nos mínimos detalhes. Nunca pensei em escrever um livro. Mas, se isso vier a acontecer, darei o título de ‘Natureza Poética’, pois é o que melhor define esse meu lado. Antes que isso aconteça, e até que eu possa me dizer poetisa, sem sentir que isso pareça vaidade, vou brigando com as palavras, postando meus versos. Quero aprender mais sobre esse imenso universo que é a literatura.
3. DA NATUREZA – Tive a sorte por ter uma infância com muita liberdade. Meu pai, que era português, adorava descobrir novos lugares, praias longínquas, sítios que mais pareciam reservas florestais. Minha mãe, meio índia, não ficava atrás. Onde cresci e ainda moro até hoje, também era assim cheio de lugares, nos quais eu podia fazer peraltices. Fiz tudo que faz feliz uma criança. O galho mais alto das mangueiras nunca foi limite. Durante essas aventuras adorava observar a natureza, os seus ciclos, nada me escapava aos olhos. Acho impagáveis as inúmeras lições que aprendi e que sempre aprendo com ela.
4. UM DIA QUIS SER ARQUEÓLOGA – Pois é, quis sim! Vivia fazendo buracos pelo chão, em busca de qualquer coisa que pudesse revelar o desconhecido. Quando tinha seis anos, trouxe pra casa um pequeno osso de galinha, acreditando ter descoberto vestígios de uma aldeia indígena perdida? Isso porque contavam que, no local onde morava, índios tinham vivido índios, há muito tempo. A danada da minha mãe, para não me desencorajar ficou bem na dela. Guardei, por bom tempo, aquele pedaço de osso, como se fosse relíquia. Aí fui crescendo e, um dia, alguém me disse que, principalmente no Brasil, a profissão de arqueólogo é um fóssil abandonado em algum museu. Fiquei tão desiludida. Desisti. Às vezes, desconfio que alguma centelha daquela pequena arqueóloga ainda vive em mim, porque ainda adoro um mistério.
5. O QUE AINDA SONHO FAZER – Tenho muita vontade de me engajar em algum trabalho social, voltado a crianças de rua. Não me conformo em vê-las abandonadas, mendigando nos sinais de trânsito, a sorte de todos os riscos que há numa sociedade violenta. São coisas que não posso aceitar e fazer por onde minimizar isso, penso que é responsabilidade de todos nós. Quero, também, aprender a pintar. É algo sempre sonhei. Na minha rua morou um pintor maravilhoso. Eu passava horas apreciando a paciência que ele tinha de esperar a hora certa de retratar a luz das manhãs. Sempre que olho uma tela, busco descobrir o que geralmente os olhos não percebem: a técnica.
Quem sabe um dia me arrisque a colocar, em cores, os instantes únicos de quando a natureza nos confirma como parte de algo maior.
6. FÉ – Tenho certeza de que sou abençoada por Deus. Digo isso porque, apesar dos percalços da vida, no meu destino estava escrito a bênção de ser mãe: o que sou no sentido completo da palavra. Tenho uma filha – Carolina – que é linda por dentro e por fora. Costumo dizer que ela é a minha melhor poesia. Mas confesso que eu já temi não dar conta do recado. Sabe aqueles medos que as mães costumam ter ao se depararem com a responsabilidade de ter de preparar um ser humano de bem para o mundo? Pois é. Eu tive todos esses medos. Mas tenho acertado, já que ela, a cada dia, torna-se mais querida por todos. Sempre agradeço a Deus por essa bênção, que não só me tornou mais feliz, como também me ensinou a evoluir como pessoa. Hoje entendo minha mãe mais do que nunca.
É isso. Para alguém tão reservada, creio que escrevi demais. Mas, pro caso de quererem uma melhor imagem de quem sou, fica aqui uma definição que muito me diverte, feita pelas amigas de minha filha: ‘– A mãe da Carol é gente boa. Tem sempre uma palavra amiga’. Elas dizem que pareço ‘ter saído de um especial de Woodstock, com flores no cabelo e tudo’. Espero que tenham gostado de meus escritos, porque, de minha parte, adorei partilhar com vocês.
Um abraço.
Leia também:Alma de Poesia /Gritos Verticais /Natureza Poética /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
February 27 2010
Foto: André L. Soares.
Frevinho
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FREVINHO
(André L. Soares – 20.02.2010 – Recife/PE)
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Procurando a alegria
me esqueci do cansaço,
pus minha fantasia
e me joguei nos seus braços.
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Como um folião insano
inventei novos passos,
para seguir o encanto
e o brilho dos seus lábios.
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Pelos bairros de Recife,...
pelas ruas de Olinda,...
ladeira acima,...
ladeira abaixo;...
arrastando asa
atrás da bela menina,
eu perdi a cabeça
e até perdi os sapatos.
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Sob o calor desse sol
o frevo foi bom,...
o frevo foi bom.
Sob os timbres desse som
o frevo foi bom,...
o frevo foi bom.
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Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
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